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Comecei na confeitaria de forma despretensiosa. Assim como muitas pessoas, eu fazia doces para minha família, amigos e vendia na empresa em que trabalhava. No início, era ‘Doces da Bella’, e logo tornou-se ‘Catarinas Doces Finos’. Busquei me especializar em doces finos e chocolateria, criei conexões e uma clientela fiel.
Como toda história precisa de uma reviravolta para ser mais interessante, a vida mudou e a Catarina’s foi encerrada. Achei que era hora de procurar novos ares e recalcular a rota, mas sempre com aquela saudade das minhas produções e da sensação de participar de momentos importantes nas vidas das pessoas. Frequentemente, as pessoas mais próximas – amigos, clientes, familiares – me questionavam o porquê de não voltar a confeccionar meus doces. A resposta era imediata: não, mas não tinha um porquê. Não estava nos meus planos retornar, porém, nem sempre as coisas acontecem como planejamos. Parece que Deus tinha planos maiores para mim.
Um belo dia, fui questionada mais uma vez sobre o porquê, e resolvi tentar responder… não tinha resposta. A mesma pessoa que perguntou me sugeriu um nome. Nasce assim o ‘Doces da Matriarca’. Esse nome é muito significativo para mim, traz toda a admiração que tenho pelas mulheres fortes da minha família e me impulsiona a ser forte também.
Toda nossa história começou no dia 19 de junho de 1957, no Oeste de Santa Catarina, em Chapecó, com o nascimento de Rosângela de Fátima Ferreira, mãe da Bianca, avó da Cecília e carinhosamente chamada pela família de Rose.
Uma mulher que inspira força, resiliência e aconchego, criou três filhos com muita honra e honestidade, passando por muitas adversidades, mas sempre otimista e com uma alegria contagiante.
Através dos bons momentos à mesa, principalmente com os DOCES, as receitas que elaborava inspiraram o dom de cozinhar em todos os filhos e despertaram em Bianca, a segunda geração, o desejo de seguir a tradição, fazendo algumas receitas de maneira comercial.
Meu nome é Bianca Pamela Furlanetto. Sou natural de Rio do Sul/SC. Nasci no dia 11/10/1985. Foram apenas 4 meses e meio de gestação e, muito cedo, aprendi a lutar. Desenganada pelos médicos, fui levada para casa para morrer, mas a minha avó não estava disposta a desistir de mim. Foi pelos cuidados dela que venci a primeira grande batalha da minha vida. Anos depois, passei por um câncer raro e, mais uma vez, venci. Sempre tive muita vontade de viver e mantive um olhar empreendedor.
Comecei fazendo bijuterias para complementar a renda e trabalhei nas áreas administrativa e contábil. Sempre busquei algo a mais e, assim, surgiram os doces para complementar a renda da família. Comecei vendendo na empresa onde trabalhava e, daí para a produção dos primeiros eventos, foi muito rápido. Vieram o casamento, a maternidade, o divórcio e muitas mudanças na vida, e agora estou de volta.
Essa é a Cecília Onorato. Ela tem 6 anos e, com tão pouca idade, transformou a minha vida. Ela me colocou no papel de mãe. Cecília é determinada, cheia de energia e personalidade. Ela me acompanha em todos os meus passos. Pretende ser professora e empresária do ramo de academias, além de se intitular desde já sócia da Doces da Matriarca. Adora colocar uma touca e avental e, com suas pequenas e habilidosas mãos, enrolar alguns doces comigo.
É para ela que eu olho quando crio novas receitas, pois quero levar para ela a tradição familiar. A Cecília fez a mamãe renascer e ver a vida com muito mais brilho.